Estrela Grande Trail 2017

Demorei 3 semanas a digerir esta aventura!

Conheci os trilhos na Serra da Estrela há uns anos no Summer Camp Trail organizado pelo Armando Teixeira. De facto não existe melhor forma de conhecer esta serra, senão por alguém que seja apaixonado por ela e que a partilhe de braços abertos.

Já não voltava há anos e parecia que tinha sido ontem. O trail mais do que a estrada tem esta magia que envolve todos os que percorrem os trilhos.

E foi assim que começou esta viagem, hospedado nas Penhas de Saúde no Hotel Luna Serra da Estrela, parceiro da prova. Excelente instalações e um atendimento cinco estrelas.

Seguiu-se o tour habitual, levantamento de dorsal e últimos preparativos para o dia seguinte. A visita a Manteigas para levantamento do dorsal, ainda teve direito a um briefing com um documentário sobre o EGT, que com pena minha não vi até ao final, dado avançado da hora.

Sem mais rodeios, a prova não começou da melhor forma para mim. Dores bastante desconfortáveis numa virilha, assombravam o meu inicio de EGT. Mas se houve capacidade que desenvolvi com o desporto foi a resiliência e por isso isto seria apenas um obstáculo de possível de contornar.

Manhã que começava quente, com direito a pequeno-almoço e vista de encher a alma,  onde encontrei alguns amigos que também fariam a mesma prova.

49 Kms e 2500 D+, a começar em Manteigas, um ambiente incrível e a temperatura já começava a aquecer.

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Começamos logo a subir e apesar da tentativa, aguentei uns 150-300 metros e as dores começavam a apertar.  Reduzi o ritmo para uma passada rápida a ritmo regular, tentando reduzir a carga com a ajuda dos bastões.

Lá se foi subindo, intercalando em corrida e caminhada, trocando umas palavras com quem passava.

1,2,3 kms e a tinha de tomar uma decisão ou desistia ou aproveitava a prova.

Como escolher a primeira opção, quando a Serra nos presenteava com tudo o que tinha de bom. Decisão tomada! Aproveitar a momento e usufruir da Serra, ao ritmo que o corpo deixar.

E assim foi até ao Vale do Rossim, a aproveitar as vistas, a tirar fotografias, a correr quando conseguia.

Como o ânimo estava em alta e já não se tratava só de correr, mas sim aproveitar o momento, senti uma enorme vontade de dançar. E à saída do Vale do Rossim, toca de pôr música no telefone e lá fui eu a abanar o esqueleto. E entre correr, caminhar e dançar, lá fui abananando o esqueleto até à Garganta de Loriga.

 

20 kms e mais 1400 D+ depois lá estava eu a atravessar esta Garganta com mais uns quantos valentes. E na bifurcação entre provas, lá fui com os vassouras a caminho da torre, menos gingão que o calor apertava e a dores também, mas sempre com um sorriso na cara.

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A vista já alcançava a Torre e num último cruzar de estrada, lá estava o Catarina com o carro a dar apoio de água a quem passava antes da Torre, olhei para o carro e pensei:

“Chega!”

Não valia a pena continuar, as dores, não anunciavam qualquer coisa pouco simpática se continuasse.

E lá fui eu de boleia para a Torre, onde encontrei mais uns quantos amigos a incentivar-me a continuar. Mas a objectivo estava cumprido. Aproveitar a Serra da Estrela!

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Seguimos para Manteigas e demos a missão por encerrada.

Espero voltar para o ano, mas não sei em que formato. A organização está de parabéns e foi prazer regressar a esta Serra.

 

Resumo:

Pontos positivos | +percurso +organização +abastecimentos (atenção que faltou água num dos postos)

Pontos negativos |  – zona de estacionamento – briefing (muito tardio)

 

Boas provas em COMPANHIA!

 

Apoios Corridas & Companhia 2017

Physiokinesis Clínica Fisioterapia  |  Rapid FitWell |  EU nutrition

*fotos Pedro Barbeitos

 

 

 

 

 

 

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