O diário de um ultramaratonista 4/18

Citytrail?

Na impossibilidade de alternativas de trilhos em Lisboa, esta semana treinei maioritariamente na zona do Parque das Nações. Cumprir treino e meter kms nas pernas que bem precisam. Não no verdadeiro conceito do citytrail que tantas vezes faço por Lisboa. Mas tal como já partilhei anteriormente, ando cansado das vistas e dos ares urbanos e tenho gostado cada vez mais da imprevisibilidade e beleza dos trilhos. Tentei variar na hora do quatro treinos de estrada, manhã, tarde ou noite e mesmo assim não ajudou muito.

Creio que não é apenas uma questão mental, mas também física. Apesar de não feito ainda muitos kms fora da estrada, sinto que as tareias que levo, na variedade de pisos que consigo num treino ou prova de trail, são menos desgastantes que os kms de estrada.

Em comparação tenho, por exemplo, a Milano City MarathonLisbon Eco Marathon que fiz este ano. Foram duas provas feitas em momentos diferentes de preparação, a primeira estava no pico de forma e a segunda foi uma prova que não estava prevista, um mês e pouco depois da primeira. Em Milão tinha como objectivo fazer abaixo das 3:30 e em Monsanto apenas concluir e disfrutar da prova. Mesmo com objectivos muito distintos, a estrada foi bem mais desgastante do que os trilhos. Ainda sou novato nestas andanças, mas tento seguir para onde a vontade me leva. E neste momento passa pelos trilhos.

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com a cara bem besuntada de creme

 

Esta semana sabia que terminava em grande na zona de Peniche com um treino de trail. Não conhecendo bem a zona, investiguei com um amigo e descobrimos uma zona chamada Serra Del Rey. Segundo vários sites, havia muitos trilhos usados para BTT e mesmo não sendo o rei em orientação, facilmente os encontraria, ou parava o carro e ia à aventura.

Nem sempre corre como nós imaginamos e encontrar os trilhos desta dita serra, foi mentira. Voltas e voltas, até que decidi voltar para a zona da praia da Consolação e explorar a arriba.

IMG_1393depois de ver o que já tinha subido e descido, tinha de voltar para trás

 

A vista prometia e os caminhos que à partida estariam delineados como passeio pedestre ao longo do mar também.

Sendo a arriba bastante instável e em constante mutação, rapidamente percebi que não ia ser fácil. Ainda bem! Foi um constante sobe e desce e como metade do percurso tinha sofrido com derrocadas, tive que fazer parte por partes de cultivo e até areal.

Acabei por fazer menos 2-4 kms do que previsto, mas o prazer que tive e a dureza do pecurso compensaram em grande.

O plano previsto desta semana  :

SEGUNDA -FEIRA

10 Kms | contínuo 5’30”-6’00”5’56”/km – 59:23 + 1 circuito flexibilidade

TERÇA -FEIRA

8-10 Kms | variado/fartlek 7’00”-7’30” | 6’28”/km – 1:04:41

QUARTA – FEIRA

3 circuitos core + 1 circuito flexibilidade

QUINTA – FEIRA

12 Kms | variado/fartlek <7’00” |6’02”/km – 1:12:34

SEXTA – FEIRA

6 Kms | contínuo 6’00”  + intervalado  1:30 ( 85%) – 8 séries com recuperação abaixo das 120 bpm | 5’57”/km – 35:42 + 2 circuitos core

SÁBADO

3 circuitos core + 1 circuito flexibilidade

DOMINGO

2 º dia trail | 18-20 kms | 16 kms 8’34”/km – 2:17:06

 

Legenda – verde=previstos | vermelho| alcançados

 

 

Bons treinos em COMPANHIA!

* fotos Pedro Barbeitos

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