Fim de época desportiva | O meu descanso passivo na corrida

Depois de ter escrito este título dei uma enorme gargalhada! Fim de época desportiva, quase pareço um atleta profissional. Mas acho que devo chamar assim mesmo, programei treinos, calendarizei provas e depois de um bom conselho na revisão da “máquina”, decidi parar tudo. Uma época cheia de bons desafios! Desde de Setembro de 2013, cerca de 1750 kms em treinos de corrida, umas boas horas em treinos complementares, duas maratonas,duas meias maratonas, seis provas de 10 kms. Uma lesão pelo caminho com muitas horas de recuperação e a experiência do trail com uma prova de 15 kms outra de 42 kms. Muitas conquistas e algumas frustrações. fotografia 2 Momento ideal para lavar os ténis que me acompanharam nesta época, os adidas supernova glide 4, nike pegasus 30 e os adidas supernova riot 5. Os primeiros abandonei-os quando descobri a lesão e os outros três ainda vão passar para o inicio de época 2014/2015. fotografia 1 Desde que comecei com as corridas, em 2012, apenas tinha programado descanso  de forma ativa. O descanso activo pode ser o ideal para fortalecer a parte mental na corrida. Ajuda-nos a variar dos treinos de longas distâncias. Pode ser um treino de corrida,natação, bicicleta ou outro, desde que não atinja o limiar aeróbio.

Normalmente em treinos mais exigentes ou mesmo em provas, produzimos ácido pirúvico para a utilização nas fibras rápidas, mas quando produzimos além do necessário, transforma-se em lactato.
 
Este excesso pode provocar, dor, acidez e alguma limitação durante a contração muscular. O nosso corpo não consegue lidar da forma ideal com a exigência fisíca e no fim de uma prova acabamos sempre com uma certa quantidade de lactato e fibras musculares danificadas. Também o nosso stock de glicogênio fica praticamente vazio.
 
Um treino abaixo do limiar aeróbio, algo em torno de frequência cardíaca 120 a 140 batimentos por minuto conforme a idade e o nível de condicionamento. Esse treino vai fazer com que a circulação aumente suavemente e mantenha níveis baixos, permitindo a utilização quase completa de gordura como combustível permitindo a reposição do glicogênio. Pode levar até 96 horas para atingir os 100%.
O aumento de circulação permite a regeneração das fibras danificadas e permite principalmente diminuir os resíduos de lactato que ainda permaneceram no sangue.
 
Agora decidi parar, ou seja o meu descanso passivo de 2014.Durante 3 semanas nada de treinos! O meu corpo estava a pedir repouso total com sestas incluídas e a mente pediu dispensa dos planos de treinos exigentes.
Dia 14 de Julho recomeça um novo ciclo de treinos, aproveitando o meu querido mês de Agosto para fazer muito trail.
 
Bom descanso em COMPANHIA!
 
*fotos Pedro Barbeitos
 
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