Milano City Marathon 2014

Uma prova que foi preparada desde Outubro de 2013. Procurava um percurso rápido, numa cidade desconhecida e com voos baratos.

Surgiu então esta hipótese apoiada em relatos de participantes nas edições anteriores. Mais uma vez iria sozinho para este desafio.

E assim foi, dois dias antes da prova apanhei o voo para Milão.

Dia 1

A viagem decorreu dentro da normalidade sem atrasos de maior. Cheguei ainda de manhã já com bilhetes de ligação/comboio comprados via net.

Tive tempo de dar uma volta de reconhecimento à zona onde ficaria hospedado. Tentei procurar um spot perto da zona da meta, para não perder muito tempo no final da prova.  Como fui sozinho, escolhi um hostel, Monastery Hostel. Um local em conta, com instalações simpáticas e limpas.

Mala no quarto e momento de visitar a feira da prova e levantar dorsal.

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Uma feira pequena com poucas marcas representadas e alguns stands das organizações apoiadas pelo evento ou patrocinadores. Atendimento simpático, apesar da dificuldade de alguns elementos em falar e perceber inglês.

Regresso ao hostel , ver o saco de ofertas, bastante simpático e descansar um pouco,com apenas 4 horas de sono na noite anterior.

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Sesta para aconchegar o corpo e  e tempo ainda para procurar um spot para jantar e abastecer despensa para pequeno-almoço no hostel.

A alimentação e o descanso foram prioridade e por isso o local de jantar foi sempre o mesmo e o prato também.

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Terminado o dia, fui para a cama às 19h30.

Dia 2

Gosto sempre de aproveitar para conhecer a cidade onde corro.

Peguei num mapa e passei o dia a andar pela cidade, sem usar transportes, a visitar alguns monumentos, a ver as vistas.

Fechei  o dia com a preparação das malas do dia seguinte e todo o kit para a  prova.

Dia 3

Despertar pelas 6h30 para pequeno-almoço com alguns atletas que também ali estavam hospedados.

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Tudo pronto para o rol de actividades que têm lugar antes da derradeira partida. Adoro ver uma cidade ainda meia a dormir cheia de atletas com o mesmo destino. As ruas e as estações de metro encheram-se com os cerca de 14 mil participantes.

Chegado ao spot de partida, tudo bem organizado, zona para mudança de roupa, wc e camiões de entrega de sacos.

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Com tanto tempo de antecedência fiz um aquecimento com corrida incluída e ingestão de reforço de hidratos de carbono, versão gelatina.

Plano de corrida revisto, bastava manter um ritmo de 5’30” e cumpria o objectivo estabelecido.

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O calor já se fazia sentir, perto dos 20ºC e ao longo da prova chegou aos 25ºC.

Começa a prova e decido chegar à frente, uma vez que parti do último corredor, acima das 4h30 de prova. Acompanho um corredor que mantém um ritmo confortável, mas acima da média e rapidamente encontro-me a rodar abaixo dos 5’00”. Sinto-me bem e  logo no primeiro abastecimento, aos 5 kms, dei apenas um gole numa garrafa de água e sigo com o meu parceiro improvisado.

10 kms, ainda com o mesmo ritmo e a mesma companhia. Neste momento já tinha passado os pacers das 3h45. Até aqui e durante todo o percurso os abastecimentos disponibilizados pela organização eram suficientes, intercalados com o refrescar da zona de esponjas.

Aos 21 kms  resolvi baixar um pouco o ritmo e manter o avanço. Nesta altura o sol já estava forte, apesar das inúmeras sombras que todo o percurso apresentava. E aqui começou o ponto de viragem de toda a prova. Percebi que não tinha feito a reposição de líquidos e sais, tendo em conta o calor e o meu corpo começou a quebrar violentamente. Ainda tentei recuperar ingerindo maior quantidade de líquidos nos abastecimentos dos 20,25 e 30 kms, mas já não fui a tempo. E os últimos 12 kms foram muito díficeis. Quem olha para os tempos de passagem, parece que fiz duas provas diferentes.

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Aqui contou muito a parte mental que é necessária em distâncias mais longas e fui estabelecendo pequenos objectivos que me permitiram ganhar km a km. Tenho sempre a premissa de nunca parar e tentar superar as dificuldades sempre em movimento.

O pior desta batalha foi sem dúvida ver passar todos os pacers que tinha consigo passar e que agora km após km me iam ultrapassando. Tive kms em que parecia que tudo me ultrapassava!

Durante toda a prova senti a falta do apoio do público presente. Era pouco e concentrado principalmente nos primeiros 5 kms, na zona histórica e  recta final. Para mim o público que assiste às provas é um bom apoio para os momentos difíceis.

No Km 38  consegui recuperar um pouco e retomar um ritmo mais confortável até ao final.

É sempre um misto de emoções fortes quando se aproxima a meta!

Dentada no troféu e registo para a posteridade.

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Prevista estava uma massagem e um duche proporcionado pela organização. A primeira foi fraquinha e não valeu o tempo de espera.

Objectivo alcançado e regresso a Lisboa. Novos destinos se seguem.

Resumo:

Pontos positivos | + organização + percurso + kit corrida + percurso

Pontos negativos | – feira – ambiente de corrida – zona de massagens

Boas maratonas em COMPANHIA!

* Fotos  Pedro Barbeitos

 
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